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A importância do farmacêutico

A importância do farmacêutico

Dia do farmacêutico

Regulamentações que ampliaram o escopo de atuação do farmacêutico fizeram o profissional ganhar destaque no ambiente multidisciplinar da saúde

No dia 20 de janeiro, comemora-se o Dia do Farmacêutico. Para enaltecer esse profissional tão importante para o setor da saúde e também para os pacientes, preparamos uma reportagem especial, que aborda a profissão sobre os mais diferentes ângulos, perspectivas e realidades. Confira.

A grande meta na atuação do farmacêutico é a qualidade de vida do paciente, portanto, a atuação de cada profissional, em sua área de competência, deve considerar o paciente como foco principal. O farmacêutico deve executar todas as atividades de seu âmbito profissional segundo a legislação do segmento, contribuindo, assim, para as ações em saúde pública e para realizar atividades dirigidas à comunidade na promoção do uso racional de medicamentos.

As áreas de atuação mais comuns são farmácias e drogarias, hospitais, unidades de saúde, laboratórios de análises clínicas e indústria farmacêutica, mas ao todo os farmacêuticos podem atuar em 135 áreas regulamentadas pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF). Essas áreas são agrupadas em dez linhas: alimentos, análises clínico-laboratoriais, educação, farmácia, farmácia hospitalar e clínica, farmácia industrial, gestão, práticas integrativas e complementares, saúde pública e toxicologia.

De acordo com a farmacêutica responsável pela Farmácia Universitária da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP), Maria Aparecida Nicoletti, a formação desses profissionais é centrada nos fármacos, nos medicamentos e na assistência farmacêutica, e, de forma integrada, com formação em análises clínicas e toxicológicas, em cosméticos e em alimentos, em prol do cuidado à saúde do indivíduo, da família e da comunidade.

“Todo o conteúdo é sempre pautado em princípios éticos e científicos com capacitação para o trabalho nos diferentes níveis de complexidade do sistema de saúde, por meio de ações de prevenção de doenças, de promoção, proteção e recuperação da saúde, assim como em trabalho de pesquisa e desenvolvimento de serviços e de produtos para a saúde”, complementa.

Hoje, o Brasil conta com aproximadamente 218.157 farmacêuticos registrados. Cerca de 75% desses profissionais trabalham em farmácias de qualquer natureza; os demais estão divididos principalmente em laboratórios de análises clínicas (8,8%), gestão pública (5,6%), distribuidora de medicamentos (3,5%) e indústria (3,2%). O restante está espalhado por outras áreas.

Com isso, a média nacional de número de habitantes para cada farmacêutico é de 926, mas há variações importantes, considerando a região analisada:

A partir da expansão do número de faculdades de Farmácia e a acentuada graduação de farmacêuticos nos últimos anos, o CFF acredita que em breve será alcançado o patamar de três farmacêuticos para cada dois mil habitantes. Atualmente, mais de 500 instituições de ensino superior possuem graduação em Farmácia. Juntas, elas oferecem cerca de 49 mil vagas todos os anos. Considerando que mais de 103 mil estudantes costumam prestar vestibular para Farmácia anualmente, há uma média de 2,06 candidatos por vaga.

Os dados do último Censo da Educação Superior, realizado em 2016, apontavam a existência de 115.639 estudantes matriculados no curso de Farmácia. O volume é grande, mas nem todos tornam-se, de fato, farmacêuticos. Dos 36.761 estudantes ingressantes em 2016, apenas 14.428 concluíram o curso (39,2%) no tempo estabelecido pela Instituição de Educação Superior (IES).

De acordo com dados do CFF, a maioria dos profissionais formados (67,9%) gradua-se em instituições particulares, enquanto 32,1% vêm de instituições públicas. Com relação à região de origem da graduação, 41,3% formaram-se na Região Sudeste, 28,1% na Região Sul e 30,5% nas demais regiões. Cerca de 70% desses formandos inicia a vida profissional atuando em farmácias comunitárias, de acordo com o CFF.

Atribuições do farmacêutico do varejo

Em farmácias de qualquer natureza, as principais atribuições dos farmacêuticos são, segundo o CFF:

  • Dispensação de medicamentos, considerando o acesso e o seu uso seguro e racional;
  • Dispensação e/ou manipulação de fórmulas magistrais e de medicamentos industrializados;
  • Dispensação e/ou manipulação de fórmulas de medicamentos homeopáticos;
  • Dispensação e/ou manipulação de fórmulas de medicamentos fitoterápicos, plantas medicinais, drogas vegetais e intermediários farmacêuticos;
  • Acolhimento do indivíduo, verificação das necessidades, realização da anamnese farmacêutica e registro das informações referentes ao cuidado em saúde, considerando o contexto de vida e a integralidade do indivíduo;
  • Avaliação e manejo da farmacoterapia, com base em raciocínio clínico, considerando necessidade, prescrição, efetividade, segurança, comodidade, acesso, adesão e também o custo;
  • Solicitação, realização e interpretação de exames clínico-laboratoriais e toxicológicos, verificação e avaliação de parâmetros fisiológicos, bioquímicos e farmacocinéticos para fins de acompanhamento farmacoterapêutico e de provisão de outros serviços farmacêuticos;
  • Investigação de riscos relacionados à segurança do paciente, visando ao desenvolvimento de ações preventivas e corretivas;
  • Identificação de situações de alerta para o encaminhamento a outro profissional ou serviço de saúde, atuando de modo que se preserve a saúde e a integridade do paciente;
  • Elaboração e aplicação de plano de cuidado farmacêutico, pactuado com o paciente e/ou cuidador, e articulado com a equipe interprofissional de saúde, com acompanhamento da sua evolução;
  • Prescrição de terapias farmacológicas e não farmacológicas e de outras intervenções, relativas ao cuidado em saúde, conforme legislação específica, no âmbito de sua competência profissional;
  • Rastreamento em saúde, educação em saúde, manejo de problemas de saúde autolimitados, monitorização terapêutica de medicamentos, conciliação de medicamentos, revisão da farmacoterapia, acompanhamento farmacoterapêutico, gestão da clínica, entre outros serviços farmacêuticos;
  • Esclarecimento ao indivíduo e, quando necessário, ao seu cuidador, sobre a condição de saúde, tratamento, exames clínico-laboratoriais e outros aspectos relativos ao processo de cuidado;
  • Busca, seleção, organização, interpretação e divulgação de informações sobre medicamentos, que orientem a tomada de decisões baseadas em evidências científicas, em consonância com as políticas de saúde;
  • Promoção e educação em saúde, envolvendo o indivíduo, a família e a comunidade, identificando as necessidades de aprendizagem e promovendo ações educativas;
  • Realização e interpretação de exames clínico-laboratoriais e toxicológicos para fins de complementação de diagnóstico e prognóstico;
  • Prescrição, orientação, aplicação e acompanhamento, visando ao uso adequado de cosméticos e outros produtos para a saúde, conforme legislação específica, no âmbito de sua competência profissional;
  • Prescrição, aplicação e acompanhamento das práticas integrativas e complementares, de acordo com as políticas públicas de saúde e a legislação vigente.

Para os profissionais que, além de farmacêutico responsável, também são gestores e/ou proprietários de farmácias, a relação de atribuições diárias é ainda maior. Para o desenvolvimento de atividades relacionadas à gestão são necessárias competências e habilidades para a execução de tarefas administrativas, visão estratégica, liderança e comunicação com a equipe, elaborando metas de qualidade dos serviços prestados de acordo com as legislações vigentes da área e conforme estabelecido pela Lei 13.021/14

Normalmente, todas essas atividades, comuns a qualquer gestor de loja, são somadas às atividades técnicas de farmacêutico. Portanto esse profissional de “jornada dupla” cuidará não só da dispensação de medicamentos e da assistência ao paciente, como terá no escopo da profissão o cuidado com o desempenho da equipe, cumprimento de metas de performance da farmácia, controle das contas a pagar e contas a receber, gerenciamento de estoque, desenvolvimento de planejamento estratégico, entre outras funções..

Empoderamento do farmacêutico

Desde que a Lei 13.021 foi aprovada, em 2014, uma discussão tomou conta das publicações acerca do universo do varejo farmacêutico Diante da legitimação dos serviços de Assistência Farmacêutica

O número de estabelecimentos que oferecem atendimento diferenciado ao paciente só cresce: já são 1.769 farmácias com salas de serviços farmacêuticos em operação, 4.970 farmacêuticos atendendo, 1.050 farmácias com serviços avançados, como acompanhamento de pacientes crônicos, revisão de medicação, autocuidado, vacinação, controle do tabagismo e perda de peso, e mais de 1,2 milhão de atendimentos clínicos realizados até novembro de 2018, segundo dados da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma).

Ainda assim, há muitas dúvidas em torno do tema. Como, afinal, deve ser a  atuação do farmacêutico dentro da Farmácia Clínica? “Deve visar ao atendimento clínico direto dos pacientes, buscando otimizar o tratamento com medicamentos. Para isso, o farmacêutico presta uma série de serviços, que incluem aconselhamento e acompanhamento do tratamento, realização de exames rápidos e, eventualmente, aplicação de medicamentos e vacinas. Podemos dizer que o farmacêutico atua nos limites da atenção primária à saúde, dentro das suas atribuições permitidas por lei”, resume o professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e coordenador do Programa Assistência Farmacêutica Avançada da Abrafarma, Cassyano J. Correr.

A atuação clínica do farmacêutico deve estar de acordo com o estabelecido na Resolução do CFF nº 585, de 29 de agosto de 2013. De acordo com o documento, as atividades visam proporcionar cuidado ao paciente, família e comunidade, de forma a promover o uso racional de medicamentos e otimizar a farmacoterapia, com o propósito de alcançar resultados definitivos que melhorem a qualidade de vida do paciente.

“A humanização em saúde é uma das ações mais promovidas nos dias atuais, considerando que o paciente é único e, como tal, tem características totalmente individualizadas e que deverão ser consideradas para qualquer tipo de intervenção em saúde”, comenta Maria Aparecida, lembrando que a resolução ainda determina que o farmacêutico exerça a atividade com autonomia, baseado em princípios e valores bioéticos e profissionais, por meio de processos de trabalho, com padrões estabelecidos e modelos de gestão da prática.

Tendências da profissão

A principal mudança que o farmacêutico experimentou nos últimos anos foi ganhar respaldo legal para fornecer mais serviços aos pacientes, por meio da lei 13.021/14 e outras regulamentações adjacentes. Ele passou a ter autorização para atender o paciente em consultório, fazer anamnese, realizar alguns exames de saúde, prescrever alguns tipos de tratamento, solicitar exames laboratoriais, entre outros procedimentos. É importante frisar que o farmacêutico não faz diagnóstico, nem prescreve medicamentos tarjados. Com isso, o trabalho do profissional passou a ser, de fato, complementar ao dos demais profissionais da saúde.

Além disso, o CFF concentrou esforços na regulamentação de novas áreas de atuação do farmacêutico, expandindo seu campo de atuação. “Como exemplos, é possível citar: floralterapia, atribuições clínicas do farmacêutico, perfusão sanguínea, saúde estética e serviços de vacinação”, declara o órgão por meio da assessoria de imprensa.

Com a revolução tecnológica 4.0 que já está batendo à porta, além da crescente expectativa de vida do brasileiro, os profissionais da área da saúde ainda deverão ser uma das categorias mais requisitadas e com as maiores ofertas no mercado de trabalho nos próximos anos. Para dar conta dessas demandas, o farmacêutico deverá se apropriar das inovações tecnológicas. Os laboratórios de análises clínicas e toxicológicas serão cada vez mais automatizados; a pesquisa, o desenvolvimento e a produção de medicamentos biológicos exigirão o conhecimento de tecnologia de ponta; entre outras áreas.

Atribuições exclusivas

Diante de todas as mudanças que já estão em curso, o Conselho Federal de Farmácia (CFF) elencou quais atividades o farmacêutico deverá estar devidamente preparado para exercer, conforme disposto nas diretrizes curriculares do curso de graduação em Farmácia:

I – Pesquisar, desenvolver, inovar, produzir, controlar e garantir a qualidade de:

  1. fármacos, medicamentos e insumos;
  2. biofármacos, biomedicamentos, imunobiológicos, hemocomponentes, hemoderivados e outros produtos biotecnológicos e biológicos;
  3. reagentes químicos, bioquímicos e outros produtos para diagnóstico;
  4. alimentos, preparações parenterais e enterais, suplementos alimentares e dietéticos;
  5. cosméticos, saneantes e domissanitários;
  6. outros produtos relacionados à saúde.

II – Pesquisar, desenvolver, inovar, fiscalizar, gerenciar e garantir a qualidade de tecnologias de processos e serviços aplicados à área da saúde, envolvendo:

  1. tecnologias relacionadas a processos, práticas e serviços de saúde;
  2. sustentabilidade do meio ambiente e minimização de riscos;
  3. avaliação da infraestrutura necessária à adequação de instalações e equipamentos;
  4. avaliação e implantação de procedimentos adequados de embalagem e de rotulagem;
  5. administração da logística de armazenamento e de transporte;
  6. incorporação de tecnologia da informação, orientação e compartilhamento de conhecimentos com a equipe de trabalho.

“Com o desenvolvimento da tecnologia da informação, houve um avanço significativo na área da saúde considerando as ferramentas disponíveis. É inquestionável a disponibilização de informação técnica-científica por meio de consulta a bancos de dados, por exemplo. Os Aplicativos (apps) desenvolvidos permitem tanto a prescritores quanto a farmacêuticos terem o histórico do indivíduo, quer seja pelos problemas de saúde já existentes, bem como a farmacoterapia utilizada e, dessa maneira, desenvolver uma maior integração das informações relacionadas aos pacientes”, relata Maria Aparecida.

As legislações já estão sendo atualizadas para acompanhar os recursos tecnológicos digitais que estão surgindo, como, por exemplo, a publicação de legislação específica sobre telemedicina. O Despacho nº 3.571/2013, D.R. n.º 46, Série II, de 2013-03-06, determina que os serviços e estabelecimentos do Serviço Nacional de Saúde (SNS) devem intensificar a utilização das tecnologias de informação e comunicação de forma a promover e garantir o fornecimento de serviços de telemedicina ou, ainda, a implementação da Plataforma de Dados da Saúde (PDS) e a Prescrição Eletrônica Médica (PEM).

A voz do farmacêutico

Não há nada melhor do que ouvir quem faz, quem está na linha de frente, atuando junto à população, à frente do balcão de medicamentos. Por isso, selecionamos selecionou quatro profissionais que vêm desempenhando sua função com maestria.

Pollyanna Tamascia, farmacêutica e proprietária da Rede Super Popular, que tem 35 lojas espelhadas pelo interior e região metropolitana de São Paulo.

“Formei-me em Farmácia no ano de 2006, na Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep). Minha família teve grande influência nesta escolha, porque meu pai e meus tios sempre tiveram farmácia e atuaram neste ramo. Durante a faculdade, trabalhei com eles, mas comecei mesmo a carreira profissional na indústria. Foi minha primeira experiência e lá passei dez anos.

Depois deste período, decidi ajudar meu marido, que também é farmacêutico, a tocar a rede de farmácias que tínhamos montado. Hoje, atuo como farmacêutica e empresária. Fico bem pouco no balcão. Atuo mais ‘por trás das câmeras’, organizando a parte regulatória e a garantia de qualidade das lojas para assegurar que os farmacêuticos tenham a parte documental correta e todos os procedimentos revisados.

Temos um grande número de profissionais farmacêuticos na empresa e procuro valorizá-los muito. Acredito que o farmacêutico leva para a ponta um pouco do que falta na saúde no nosso País. Temos um papel importante para as pessoas que estão precisando e buscando informação.

Sempre que alguém me pergunta se deve ou não fazer faculdade de Farmácia, digo que é uma profissão em que dificilmente haverá desemprego, porque existem muitos campos em que é possível atuar. Mas infelizmente somos pouco valorizados neste sentido. Podíamos contribuir muito mais, pois ajudamos a minimizar falhas no modelo de saúde atual.

Nem mesmo as mudanças na legislação, como a Lei 13.021/14, são capazes de mudar essa realidade. É uma questão cultural. No Brasil, não se valoriza o serviço farmacêutico. Ajudaria muito se pudéssemos ser valorizados por isso. Digo valorizados financeiramente mesmo. Fazer esse trabalho sem poder cobrar devidamente, não sei até quando será viável. Em qualquer país, os serviços farmacêuticos são muito valorizados e se paga por isso. Aqui, se você cobrar, você está sendo ingrato.”

José Lúcio Alves, farmacêutico e proprietário de quatro farmácias da rede Entrefarma.

“Comecei a trabalhar como atendente de farmácia aos 12 anos de idade e atuei nisso durante seis anos, até que passei no vestibular. Fiz o curso de Farmácia, pois já tinha mais do que certo na minha cabeça que era o que eu queria para a minha vida. Formei-me em 1985, na Universidade Federal de Alfenas (Unifal), e fiz mais um ano de especialização em Análises Clínicas. Sou farmacêutico e bioquímico.

Sempre gostei do contato com as pessoas, de cuidar de gente. E as pessoas que chegam à farmácia precisam e merecem cuidado. Muitas vezes estão deprimidas, com problemas de saúde, problemas familiares ou em casa. O carinho e a atenção no atendimento valem tanto quanto o medicamento. Isso foi o que me levou a gostar do que faço.

Passo praticamente 100% do tempo fora do balcão, acolhendo, conversando e entendendo a necessidade do cliente. Quando identifico que posso ajudá-lo com a indicação de algum medicamento, passo a demanda para um colaborador e parto para atender o próximo cliente.

Em nossas lojas, tentamos liderar pelo exemplo. Aquilo que fazemos é o que os nossos colaboradores devem fazer e o que cobramos deles.

Meu maior desafio é atuar no ambiente de varejo farma de hoje, que está muito frio e comercial, muito ligado a preços. Estão rifando o preço do medicamento, trabalhando com uma margem muito pequena. É difícil conseguir realizar o trabalho de assistência farmacêutica, de conversa ao pé do ouvido, corpo a corpo, e ainda manter a competitividade com estabelecimentos que visam somente vender medicamentos com preço baixo, com sobrevivência com base no volume de clientes. Nós trabalhamos com volume e qualidade.”

Cristiane Macêdo Feijó, gerente da área técnica farmacêutica da Pague Menos, de Fortaleza (CE)

“Uma das melhores sensações é poder ser protagonista das mudanças do setor e da saúde do cliente. No varejo, criatividade, resiliência e atitude são instigadas diariamente para implementar mudanças que resultam na melhoria da profissão, da empresa, da saúde do cliente, do resultado da venda, da legislação e do mercado.

O compromisso em atender às necessidades específicas de nossos clientes nos aproxima de órgãos como as vigilâncias sanitárias, conselhos de classe, Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Ministério da Saúde (MS), entre outros, para que juntos possamos traçar estruturas que mudam a vida de muita gente. Isso é gratificante.

A legalização para a prestação de serviço farmacêutico e a criação da Classificação Nacional das Atividades Econômicas (CNAE) para essas atividades foram grandes conquistas para o setor, aumentando a capacitação para melhoria técnica e mudança dos órgãos de classe, que assumiram esse compromisso na formação e apresentação do profissional renovado à sociedade para benefício da saúde pública.

Precisamos avançar na legislação dos medicamentos controlados, nos serviços farmacêuticos e nas ofertas de testes rápidos (TLRs). Além disso, o setor tem abertura para se expandir em outros aspectos, como facilitar o acesso às vacinas e o rastreamento de saúde, ampliar a parceria com o Programa de Benefícios em Medicamentos (PBM), com planos de saúde e clínicas, para a remuneração da empresa e dos profissionais. Outro desafio é a desburocratização e agilidade dos documentos necessários para a regularização de uma farmácia, distribuidora ou farmácia clínica, que hoje leva muitos meses e gasta, em demasia, recursos de qualquer empresa.

Já no balcão, o desafio do farmacêutico é interagir com o cliente para que ele cuide da saúde, da beleza, da autoestima, e tenha realmente adesão ao tratamento. Fidelizar o cliente para cuidar da saúde e para dar sustentabilidade ao negócio. Vender mais e melhor, com ética e promovendo o uso racional dos medicamentos e produtos para a saúde.”

Denise Coccumazzo, gerente farmacêutica da Drogasil, unidade Pamplona, São Paulo (SP)

“Sou formada desde 2011 em Farmácia pela Universidade Nove de Julho. Entrei na Drogasil como farmacêutica e após um ano e seis meses já me tornei gerente farmacêutica. Dentro da rede, passei por diversas lojas e trabalhei em unidades com públicos bem diferentes. Hoje, atuo na unidade Pamplona e tive como uma das minhas principais realizações inaugurar a primeira sala de aplicações e vacinas em farmácias da cidade de São Paulo, aqui na unidade que eu gerencio. Nossa empresa foi pioneira neste serviço e classifico essa oportunidade como incrível, pois consegui cuidar ainda mais da saúde e do bem-estar dos nossos clientes.

Costumamos dizer que o varejo farmacêutico é a extensão do consultório médico, pois alguns clientes chegam cheios de dúvidas quanto à prescrição do seu tratamento. Acho positiva a confiança que eles depositam em mim, pois acreditam na minha orientação para realizar em segurança o seu tratamento.

Minha rotina é extremamente agradável, pois amo o que faço. Chego na Drogasil e verifico se toda equipe está bem e disposta para ajudar nossos clientes. Tento acompanhar cada atendimento e verifico se todas as dúvidas foram sanadas. Acredito que devemos entregar o melhor de nós para cada consumidor. Além destas funções, realizamos treinamentos com a equipe, ajuste de estoque, repasse de informações, aplicação de vacinas e cuidamos de perto da saúde e do bem-estar de todas as pessoas que estão presentes em nosso ambiente.

A Lei da Assistência Farmacêutica veio para dar mais credibilidade aos profissionais da área e tenho certeza que vai valorizar a nossa profissão. Mas entendo como fundamental para um farmacêutico manter uma atualização profissional, pois com isso vamos passar cada vez mais credibilidade e segurança aos clientes e mostraremos ao mercado que os farmacêuticos são amplamente capazes.

Ainda temos como desafio a prescrição ilegível. Temos muitos medicamentos com nomes parecidos e oriento sempre a minha equipe para conferir a receita. Caso ainda tenham dúvidas, entramos em contato com o médico para que ele explique o receituário.”

FONTE: GUIA DA FARMÁCIA

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