Ministério Público Estadual investiga farmácias de Uberaba
25/03/2009
Uberaba está entre as cidades com farmácias investigadas pelo
Ministério Público Estadual e a Secretaria de Estado da Fazenda de
Minas Gerais como suspeitas de sonegação fiscal. Ontem, cinco delas
foram alvo de busca e apreensão dentro da chamada Operação Pharmacon.
Três das farmácias são de uma mesma rede.
Durante o cumprimento dos mandados judiciais, foram recolhidos
documentos e efetuadas cópias de arquivos eletrônicos em 20
computadores. Já a documentação apreendida soma cinco volumes, contendo
basicamente controle financeiro das operações comerciais.
O material arrecadado foi encaminhado para a Delegacia Fiscal de Uberaba e será submetido à análise e auditoria do fisco.
Conforme nota distribuída pelo MPE para a imprensa, “as irregularidades
apuradas até agora junto à empresa paulista e às centenas de farmácias
com as quais ela efetuou operações mercantis podem resultar em autuação
de aproximadamente R$ 100 milhões sonegados ao erário público mineiro.”
A operação de ontem seria desdobramento de trabalho iniciado em setembro de 2008.
Comandando o trabalho está o Centro de Apoio Operacional às Promotorias
de Justiça de Defesa da Ordem Econômica e Tributária (Caoet), as
Coordenadorias Regionais do Triângulo e Noroeste e a Promotoria de
Justiça de Defesa da Ordem Econômica e Tributária de Uberaba.
A operação contou com a participação de 20 fiscais da Secretaria de
Estado da Fazenda de Minas Gerais, 20 policiais militares e dois
promotores de Justiça - Renato Froes Alves Ferreira e Genney Randro
Barros de Moura - e foi dirigida ao setor farmacêutico, dando
continuidade à ação de busca e apreensão, realizada inicialmente na
empresa Drogacenter, localizada em Ribeirão Preto. Tal
empresa manteria intenso comércio atacadista de medicamentos, produtos
de higiene, limpeza, alimentos e outros com farmácias mineiras.
Segundo a análise feita nos documentos e nos computadores apreendidos
no ano passado, ficou constatado que a Drogacenter usa de expedientes
inidôneos, sempre no intuito premeditado de burlar o fisco e
possibilitar o recolhimento a menor do tributo estadual (ICMS).
De acordo com o promotor de Justiça que atua no caso, Renato Froes
Ferreira, a empresa, para fraudar a Receita Estadual, usa de “caixa
dois”, além de extravios para evitar os postos de fiscalização
existentes no percurso entre Ribeirão Preto e Belo Horizonte.
A reportagem o Jornal da Manhã não
encontrou nenhum representante das farmácias que foram alvo da operação
realizada ontem. Também fez contato com o Sindicato dos Empresários de
Produtos Farmacêuticos de Uberaba (Siemprofar), que só deve se
pronunciar após tomar conhecimento oficial quanto ao teor das
investigações.
Fonte: Jornal da Manhã
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