Estabilizadores deixam consumidor na mão
Em caso de tempestade, desligue o computador da tomada. Esta foi a recomendação da Pro Teste - Associação Brasileira de Defesa do Consumidor após avaliar 13 produtos de sete marcas de estabilizadores de tensão - usados para proteger desktops e periféricos de variações de corrente elétrica - e aprovar apenas um. A avaliação envolveu as marcas APC, BMI, Enermax, Forceline, SMS, TS Shara e uma sétima cuja divulgação está proibida pela Justiça. O resultado dos testes e a contraprova - segunda avaliação realizada por um laboratório credenciado ao Inmetro após a observação de falhas no produto - geraram três processos judiciais movidos em junho por fabricantes, para impedir a divulgação de suas marcas na avaliação. Nos casos das empresas Force Line e SMS o pedido foi negado. Já um terceiro fabricante ainda conseguiu manter a liminar que impede a menção de sua marca. Choque Na avaliação de desempenho da Pro Teste, para verificar se os aparelhos estabilizam mesmo a tensão que chega da rede elétrica, quatro marcas não conseguiram cumprir essa tarefa: APC Line-R, Force Line Evo II, BMI Microline 2 e SMS Revolution II. O teste apurou também que o Enermax Exxa e o Force Line Evo II não suportam um surto oriundo da linha telefônica, embora anunciem oferecer essa proteção. Nos testes de segurança, a Pro Teste verificou que seis das sete marcas oferecem risco de choque elétrico, seja pelo simples ato de trocar o fusível, seja pela possibilidade de inserir parcialmente um plugue nas tomadas. Por isso, todos os estabilizadores, com exceção do APC Line-R, foram eliminados do teste. Segundo Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Pro Teste, o resultado levou orgãos certificadores - como Inmetro e ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) - a revisarem as normas de regulamentação dos estabilizadores. "Verificamos problemas em manuais de instruções, segurança, potência e consumo de energia. É inaceitável que produtos certificados como estabilizadores apresentem estes problemas", avalia Dolci. O Inmetro admitiu, em carta enviada à entidade, que o programa de avaliação da conformidade dos estabilizadores "tem apresentado deficiências", que se devem, em parte, a ambigüidades da norma técnica. Precauções Enquanto a revisão de normas técnicas não chega ao consumidor, o consumidor deve tomar as seguintes medidas: - desligar da tomada o estabilizador e todos os equipamentos de informática da tomada quando houver chuvas fortes com trovoadas; - verificar se a soma da potência dos equipamentos ligados ao estabilizador supera a capacidade do equipamento, evitando superaquecimentro - a média dos estabilizadores é de 300 VA (Volt-Ampère) o que suporta um micro, um monitor e um periférico (impressora), em média; - se o estabilizador apresentar problemas para o equipamento ligado e estiver na garantia, segundo Dolci, o consumidor deve pedir o reparo do equipamento danificado pelo fornecedor do estabilizador. Mais informações sobre o teste estão disponíveis no site www.proteste.org.br
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