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Sol – O melhor modo de usar e os cuidados que devemos tomar.

Sol – O melhor modo de usar e os cuidados que devemos tomar.

Com a aproximação do primavera, renovam-se recomendações e advertências dos especialistas em relação aos benefícios e aos perigos do sol. A radiação solar, embora produza um tom de pele que é um dos padrões de beleza num pais tropical como o nosso, também é o principal fator de risco para o envelhecimento precoce e, o que é pior, o câncer de pele. Aqui, a Dra. Anile Scheffer, dermatologista em Brasília, dá dicas sobre a melhor forma de aproveitar o verão sem se queimar – no pior sentido do termo.

A pele bronzeada é um item de beleza inquestionável nos países tropicais. No Brasil, é difícil convencer as pessoas, sobretudo as mulheres, de que isso tem um preço, em termos de agressão à pele?

Para quem não abre mão de um bronzeado, aconselho uma adaptação gradativa ao sol. Nos primeiros dias, as pessoas devem se expor menos à luz e usar filtro solar com FPS 30 ou 40. Lá pelo quinto dia, já podem usar um fotoprotetor com FPS mais baixo, pois a pele estará mais resistente ao sol. Além disso, é importante evitar os horários em que as radiações solares são mais lesivas à pele, compreendido entre 10h e 16h.

Poucas pessoas conhecem a fórmula que explica o Fator de Proteção Solar. Há um jeito fácil de explicar?

O FPS – Fator de Proteção Solar – indica o tempo que uma pessoa pode permanecer no sol sem produzir eritemas, ou seja, sem ficar com a pele vermelha. Todos os protetores solares apresentam um número na embalagem, junto às letras FPS. Quanto maior esse número, maior será a proteção. Como calcular o FPS ideal para cada pessoa? Vamos supor que a pele de uma pessoa, exposta ao sol sem proteção, leva 15 minutos para ficar com as primeiras manchas vermelhas. Ela deverá multiplicar o tempo pelo fator de proteção utilizado. Vamos supor que a pessoa esteja usando um protetor com FPS 15. Quinze vezes 15 é igual a 225 minutos, ou três horas e 45 minutos. Esse é o tempo que ela teoricamente poderia ficar exposta ao sol com esse protetor solar. Teoricamente – pois o protetor solar deverá ser reaplicado a cada 3 horas.

Mas atenção!

Todos os estudos foram feitos com base no uso de 2 gramas de produto para cada centímetro cúbico de pele. Levada ao pé da letra, essa dosagem significa usar um tubo de protetor a cada dois dias de sol, o que, na prática, é quase um absurdo – a pessoa teria que ir à praia com uma grossa camada de creme. O estudo não reflete, portanto, o cotidiano das pessoas. Com a quantidade de protetor normalmente usada, o nível de proteção cai exponencialmente. No fim das contas, não convém usar toda a “cota” de sol que o FPS teoricamente permite – principalmente as pessoas com pele do tipo 1, de cabelos e olhos claros, que sempre se queimam e nunca se bronzeiam. Os especialistas se preocupam, sobretudo, com a falsa sensação de proteção proporcionada pelos FPS.

Dizem os cosmetólogos que praticamente não há diferença entre produtos com FPS 20 e 50 – 1 ou 2% a mais de proteção, apenas. Isso justifica o preço, que é mais do que o dobro para os FPS 50 em relação aos FPS 20?

Nenhum protetor solar protege 100%. O FPS mais alto é justificável em casos de tratamentos específicos.

Os especialistas recomendam ao consumidor que leia os rótulos dos filtros solares para ver se eles contêm filtros físicos, como dióxido de titânio ou óxido de zinco. Essas substâncias são realmente importantes?

São, pois eles reduzem a quantidade de filtros químicos presentes na fórmula, reduzindo o potencial irritante do produto.

É fundamental que o filtro solar contemple a proteção contra os raios UVA?

Com certeza. Os raios UVB atingem a camada superficial da pele e podem causar câncer de pele. Já os raios UVA penetram na derme, destroem as fibras elásticas e causam o envelhecimento precoce da pele.

Eles incidem uniformemente durante todo o dia, em todos os meses do ano. Eles podem ser ainda mais prejudiciais à saúde devido à sua capacidade de destruição. A radiação UVA penetra em camadas mais profundas da pele e, a médio e longo prazos, pode provocar manchas, fotoalergias, perda de elasticidade e tumores, além de acelerar o envelhecimento da pele. O UVA também está presente nas câmaras de bronzeamento artificial, em doses mais altas do que na radiação proveniente do sol.

Importância da Proteção Anti-UVA:

  • UVA causa a formação de rugas
  • UVA induz estresse oxidativo, lesão do DNA e Inflamação.
  • UVA contribui para a formação de tumores.

Importância da Proteção Anti-UVB:

  • UVB promove lesão direta ao DNA
  • UVB é diretamente responsável pela formação de eritema e diretamente relacionado ao câncer de pele.

Os efeitos do sol são cumulativos ao longo do tempo. Pessoas mais idosas, mais sujeitas a câncer de pele, têm que redobrar os cuidados na hora de se expor ao sol?

Na verdade, o melhor cuidado é a prevenção desde a infância. Os mais velhos devem seguir os mesmos cuidados que os jovens e observar se surge alguma lesão diferente na pele. Caso surja alguma “pinta” estranha ou ferida que não cicatriza nunca, o dermatologista deve ser imediatamente procurado. Lembrando que na melhor idade, alguma exposição ao sol é necessária para evitar a osteoporose. 15 minutos de caminhada ao sol da manhã (antes das 10:00h) é suficiente.

Em tese, recomenda-se às pessoas que usem filtros solares todos os dias, pelo menos no rosto, ao sair às ruas mesmo em dias nublados. Não é um exagero?

Não é exagero. O protetor solar é o melhor aliado da saúde da pele e deve fazer parte da rotina de cuidados básicos, como escovar os dentes. Mesmo em dias nublados, os raios UVA e UVB estão presentes na terra. A própria lâmpada fria de escritório emite raios UV.

A recomendação básica dos dermatologistas é que as pessoas evitem o sol entre 10 e 4 da tarde. Essa recomendação não é utópica para pessoas em férias de verão num resort ou numa cidade de praia?

Pode ser utópica, mas se trata de uma questão de disciplina e cuidado com o próprio corpo, de mudança cultural. Esse é o período de radiação mais lesiva. É perigoso porque expõe a pele aos raios ultravioleta B, que deixam o corpo com a cor vermelho-pimentão e aquela sensação de ardência no dia seguinte. Sua radiação é cancerígena. A exposição exagerada ao sol nesse período, sem proteção, pode provocar queimaduras graves, com formação de bolhas e descamação. É a principal responsável pelas alterações celulares e lesões que predispõem ao câncer da pele. Sem contar os estragos causados pelos raios UVA, já falados acima. Nas férias, as pessoas precisam evitar a exposição excessiva ao sol nesse período. É preciso usar bonés, chapéus e protetores solares (usados em todo o corpo de reaplicado a cada 3 horas ou após o mergulho no mar ou na piscina). Essa proteção precisa ser usada mesmo na sombra, pois os cristais da areia, a água e o concreto refletem os raios solares e irradia na pele.

Você recomendaria, como proteção personalizada para cada tipo de pele, usar protetores solares manipulados?

Recomendo, pois, dependendo do tipo de pele, precisamos adequar o veículo obtendo um produto personalizado, manipulado de acordo com as suas necessidades. Por exemplo, quem tem pele oleosa e com acne, precisa evitar os protetores feitos à base de óleo e usar os feitos à base de gel. Quem é alérgico, por exemplo, pode ter um protetor sem cheiro, sem pigmentantes. Pele seca vai bem com emulsões, loções ou cremes. E esse produto personalizado só será adquirido na manipulação.

Qual seria o kit cosmético básico para o pós-sol?

  • Hidratante para o corpo e rosto.

 

Fonte: ABCFARMA

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