SNGPC voltou a ser obrigatório: 5 cuidados para a sua drogaria ficar em dia

SNGPC voltou a ser obrigatório: 5 cuidados para a sua drogaria ficar em dia

SNGPC voltou a ser obrigatório: 5 cuidados para a drogaria

Se a sua drogaria passar mais de sete dias sem transmitir o SNGPC, isso já é infração sanitária. A transmissão voltou a ser obrigatória no Brasil inteiro em janeiro de 2026, depois de quatro anos suspensa, e ainda tem muita farmácia que não retomou a rotina.

A boa notícia é que o que a Anvisa pede não mudou tanto. O que mudou é que agora ela voltou a cobrar. Abaixo estão os cinco pontos que mais dão problema na prática, na ordem em que eles aparecem na rotina da loja.

Se preferir ver em vídeo, o resumo está acima, em menos de quatro minutos.

O que aconteceu com o SNGPC

Em dezembro de 2021, a Anvisa suspendeu a transmissão dos arquivos do SNGPC por causa da instabilidade do sistema. Durante a suspensão, as farmácias continuaram obrigadas a registrar toda a movimentação de controlados no próprio sistema, só não precisavam enviar.

A volta foi em etapas, por região:

RegiãoTransmissão obrigatória desde
Sudeste1º de setembro de 2025
Sul e Norte1º de novembro de 2025
Centro-Oeste e Nordeste2 de janeiro de 2026

Ou seja: hoje vale para todo mundo. O cronograma está na página do SNGPC da Anvisa e foi repassado pelos conselhos regionais, como o CRF-MS.

Uma dúvida que aparece muito no balcão: não é preciso reenviar o período em que a transmissão ficou suspensa. Mas esses registros têm que estar guardados no sistema da farmácia, porque a fiscalização pode pedir.

Os 5 cuidados para manter o SNGPC em dia

1. O cadastro do produto vem antes de tudo

O SNGPC só recebe o que o sistema da farmácia manda. Se o produto está cadastrado errado, todo o resto sai errado junto.

Cada medicamento precisa estar marcado como de controle especial, da Portaria 344, ou como antimicrobiano. É essa marcação que define o que vai para a Anvisa. Um antimicrobiano cadastrado como produto comum, por exemplo, simplesmente não aparece no arquivo.

Antes de voltar a transmitir, vale tirar um relatório dos produtos marcados e conferir com calma, principalmente os que entraram no cadastro nos últimos anos, enquanto ninguém estava olhando para isso.

2. Acesso pelo Gov.br e inventário conferido

O farmacêutico responsável entra no SNGPC com a conta Gov.br. A Anvisa recomenda atualizar o cadastro dos usuários antes de retomar a transmissão, porque muita coisa mudou desde 2021: farmacêutico que saiu, responsável técnico novo, conta antiga sem acesso.

Depois vem o inventário. No credenciamento, a farmácia declara todo o estoque de controlados que tem na loja, e esse número vira o ponto de partida de tudo o que vier depois.

Aqui mora a armadilha mais chata. Se um antimicrobiano entrar no inventário como controlado, a Anvisa aceita o arquivo. Só que depois não dá para ajustar esse item, e o único caminho é finalizar e refazer o inventário inteiro. Por isso, confira item por item antes de enviar.

3. O prazo de 7 dias vale até sem venda

A transmissão tem que acontecer, no máximo, a cada sete dias corridos. Passou disso sem enviar, é infração sanitária.

E isso vale mesmo na semana em que a loja não vendeu nenhum controlado. Nesse caso o arquivo vai em branco, mas tem que ir. É justamente aqui que muita drogaria pequena escorrega: não teve movimento, ninguém lembrou de enviar, e o prazo estourou.

O jeito mais simples de não depender da memória é criar um dia fixo. Transmitir toda segunda-feira, por exemplo, deixa uma folga de alguns dias caso algo dê errado no envio.

4. Receita completa antes da próxima transmissão

Cada venda de controlado ou de antimicrobiano precisa dos dados da receita e do comprador: prescritor, número do registro, data, paciente e quem retirou. No movimento do balcão, nem sempre dá tempo de preencher tudo na hora.

Tudo bem completar depois. O que não pode é deixar para depois do envio. Os dados precisam estar completos antes da próxima transmissão, senão o arquivo volta com erro. Se esse é um ponto fraco da sua equipe, vale ler sobre os erros mais comuns na dispensação de controlados e sobre a receita digital, que já chega com boa parte desses dados.

5. Conferir antes de enviar e guardar por dois anos

Lote errado, quantidade diferente do estoque ou receita incompleta fazem o arquivo voltar. Quando isso acontece perto do fim do prazo, a correção vira correria.

Por isso ajuda ter um sistema que avise antes de transmitir. No Unifar, por exemplo, o sistema confere esses erros antes do envio e mostra exatamente o que precisa ser corrigido, item por item.

E não jogue nada fora: os registros precisam ficar disponíveis por dois anos para qualquer fiscalização.

Perguntas frequentes sobre o SNGPC

Preciso enviar o SNGPC se não vendi nenhum controlado na semana?

Sim. O arquivo vai em branco, mas precisa ser enviado dentro dos sete dias.

Tenho que reenviar o período em que a transmissão ficou suspensa?

Não. Mas os registros desse período precisam estar guardados no sistema da farmácia.

Quem acessa o SNGPC?

O farmacêutico responsável, com a conta Gov.br. Mantenha o cadastro de usuários atualizado na Anvisa.

O que acontece se eu passar dos sete dias?

A falta de transmissão no prazo é infração sanitária e pode gerar autuação na fiscalização.

Em dia com o SNGPC, sem correria

Recapitulando: produto bem cadastrado, acesso e inventário em dia, transmissão pelo menos a cada sete dias, receita completa e histórico guardado. Nada disso é novo, mas tudo isso voltou a ser cobrado.

O Unifar está há mais de 30 anos no mercado e hoje atende mais de 1.100 drogarias. Se quiser ver como o SNGPC funciona no sistema, com a nossa equipe acompanhando a sua drogaria de perto, peça uma demonstração.

Ficou alguma dúvida sobre o SNGPC? Deixe nos comentários que a gente responde.

 

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